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ENTREVISTA COM RICHARD - THE GAUNTLET (2006)

THE GAUNTLET: O quê você tem feito ultimamente?
Richard: Muita coisa, agora mesmo estou trabalhando em um projeto paralelo.

THE GAUNTLET: E qual é esse projeto?
Richard: Como ele é? Estou trabalhando em canções diferentes.Não quero chamar isso de solo,é um novo projeto e eu faço tudo sozinho. Eu passei um tempo na Suécia produzindo, estou completamente ocupado, estou fazendo isso já que o Rammstein está dando um tempo. Após todos esses anos, concordamos que precisávamos de um tempo. Os outros saíram de férias.

THE GAUNTLET:  Legal, eu acho que depois de 13 anos é hora de dar um tempo. Quando vocês estão trabalhando, ou em turnês, ficam muito focalizados em criar o que o Rammstein se tornou?
Richard: É,é .É uma boa hora ficarmos distantes. Nos últimos anos, ficamos juntos praticamente sem parar. Especialmente nessa banda, onde as coisas podem ser bem complicadas. Nós trabalhamos de uma maneira democrática, que envolve muito diálogo. Então é muito bom dar um tempo agora. Como o”Reise Reise”lançado ano retrasado, ”Rosenrot” ano passado, e um DVD ao vivo em breve,é hora de uma pausa. É bom descansar um pouco.

THE GAUNTLET: Qual é o nome da sua nova banda, e o que ela é?
Richard:O  projeto se chama” Emigrate”.Morar em Nova York com certeza me inspirou,é uma mistura, mas soa mais  americano do que alemão.Você pode ouvir o lado alemão, porém eu canto em inglês. Eu diria que é mais melódico, eu não sei explicar , com quem comparar. Estou gostando, foi minha primeira vez organizando um projeto desde o começo. Estou muito interessado nisso. Ninguém acreditaria quanto  tempo e esforço se gasta para fazer um álbum,as pessoas não gostam disso em certa maneira, mas não quero reclamar, estou feliz.

THE GAUNTLET: É por isso que você está em Nova York? Para ter uma mudança de cenário?
Richard: Na verdade, eu mudei para NY uns dois anos atrás. O que acontece comigo é que estou colocando muita coisa para fora. O que ocorre com o Rammstein  é que há sempre competição dentro da banda, o que é bom. Quando a gente gravou ”Mutter”, havia muita tensão acumulada na banda, eu tinha que me libertar. Essa foi uma das razões porque eu me mudei.
  Se a banda fosse sobreviver, eu tinha que ir embora, deixa-la respirar. Nessa época eu fui casado por uns anos e as coisas estavam  indo bem, eu estava vivendo uma vida de casado, tinha sido bom.

THE GAUNTLET: Não foi difícil se desprender um pouco do Rammstein?
Richard: Sim é muito difícil para um cara que está sempre no controle, honestamente, foi muito importante se desprender por causa da minha saúde e pelos outros caras também. Eu sou do tipo de pessoa que, se tem um objetivo, vai em frente sem prestar atenção ao resto. Se você está vivendo numa democracia com a banda, você tem que discutir tudo, com todos envolvidos, isso permite que as pessoas tenham suas próprias idéias, queiram mudar coisas e tentar algo diferente. Foi importante se desprender, e eu me sinto muito melhor agora. Não preciso estar lá o tempo todo. Eu coloquei no álbuns recentes a mesma quantidade de trabalho que os outros , e isso é uma coisa boa.Você estava certo, foi muito difícil se desprender, mas a vida é assim.

THE GAUNTLET: O Rammstein está finalmente lançando o “Rosenrot”, no dia 28 de março no EUA.
Richard: Eu não sei, você que está dizendo. Eu não sei por que temos datas diferentes na Europa e nos EUA dessa vez.

THE GAUNTLET: Essa era minha próxima pergunta. Por quê? O Rammstein é grande o suficiente nos EUA para lançar um álbum sem precisar de apoio imediato de turnês.
Richard: Obrigado. O problema é que nós tomamos a decisão de não sair em turnês com o “Rosenrot”. Em segundo lugar, estamos dando um tempo. Como uma banda alemã, nosso papel é diferente das bandas americanas. O mercado americano é muito maior que o europeu. Na América, você tem que fazer turnês muito grandes, assim também na Europa. Sendo uma banda alemã, gastamos uma energia enorme nas turnês americanas, já fizemos isso duas vezes e não foi tão fácil. É por isso que recentemente nos concentramos mais no mercado europeu. Se você não sai no rádio, tem que fazer turnês, mas nós não temos tempo suficiente, pois há muitos mercados para se servir. Não é que nós não saiamos no mercado, mas estamos apenas concentrando as forças que temos.

THE GAUNTLET: Muita coisa do “Rosenrot” foi gravada durante o “Reise Reise”?
Richard: Sim, mas nós não gostamos de gravações longas. O que fizemos dessa vez, foi que tínhamos muitas canções gravadas. Primeiro juntamos as músicas que se encaixavam dramaturgicamente  no conceito do “Reise Reise”. Isso não significa que eram as melhores músicas, mas eram as melhores para o “Reise Reise” , então,  sobraram seis músicas que eram muito legais também. Eram muito boas para ficar ao "lado B", então nós voltamos para ver o que poderíamos adicionar. Voltamos para o estúdio por três meses, e surgiram mais seis músicas muito boas. A princípio o CD se chamaria “Reise Reise 2” mas, então percebemos que tínhamos um álbum diferente, com um clima diferente , no final, chamamos de “Rosenrot”.

THE GAUNTLET: Então este é um álbum auto-suficiente, não um material excluído, ou músicas “lado B”?
Richard: Eu realmente não o vejo dessa maneira. Para mim, é apenas um álbum que se sustenta sozinho.

THE GAUNTLET:  É verdade que o Rammstein fez esse álbum correndo para cumprir com o contrato da gravadora, com a intenção de poder renegociar um contrato melhor?
Richard: (risos) Na verdade, não precisamos renegociar nada, já que estamos livres no momento, nós não fizemos esse CD correndo, é uma coisa do Rammstein que eu realmente gosto. Nós não ligamos muito para isso, queremos apenas  entregar uma coisa ótima .Se você ouvir nossa música, assistir nossos vídeos ou ver shows ao vivo, você verá que proporcionamos qualidade , e não quantidade. Devo dizer que  quando ouço “Rosenrot” , é diferente, mas  ainda é ótimo da sua própria maneira. Para responder a sua questão, embora não seja certo, estamos livres, esse foi o último CD dentro do contrato.Nós temos um DVD chegando. Depois de tocar durante doze anos,não há mais pressão.

THE GAUNTLET: Você quase faz parecer que essa é a última coisa que ouviremos do Rammstein.
Richard: Não, não, não. Voltaremos com certeza. Mas não há pressão para fazermos alguma coisa, com certeza nos encontraremos em 2007 e começaremos a gravar um novo álbum. Discutiremos coisas como fazer turnês etc...

THE GAUNTLET:  No ‘Rosenrot’ me parece ter riffs de guitarra mais simples e mais leves do que no ‘Reise Reise’, mas ao mesmo tempo é mais brutal e memorável.
Richard: Isso é bom. Há coisas bem interessantes nesse CD. Pela primeira vez cantamos em outra língua, o espanhol. E há também um pequeno dueto (Don´t die before I do’) que é onde eu acho que cruzamos a linha. Eu gosto dele, é uma boa canção, então não me entenda errado. Acho que é um bom lugar para parar. Quando nos juntarmos teremos uma nova brutalidade de certo modo.

THE GAUNTLET:  Por que a Bobo não foi usada nesse dueto?
Richard: A canção foi escrita há muito tempo. Ela era tão diferente do Rammstein. O Till adorou essa canção e perguntou se poderíamos tentar com o Rammstein. Não tínhamos nenhuma mulher em mente para o dueto, então Jacob, nosso produtor, mencionou que ele gostaria de trabalhar com Sharleen Spiteri do Texas. Ela veio e deu certo.

THE GAUNTLET:  O Rammstein ainda está recebendo  indicações e prêmios pelo ‘Reise Reise’. Qual prêmio significa mais?
Richard: Honestamente, o que eu quero na minha vida é um Grammy. Como somos uma banda alemã, já ficamos honrados só de sermos indicados. Eu sempre acho que já fomos indicados o suficiente e que da próxima vez ganharemos um. Dessa vez eu estava gravando o meu álbum, então, não me incomodei indo às cerimônias, os outros caras estão aproveitando os dias  livres. O que é engraçado é que fomos indicados com a canção que aparentemente fomos mais criticados.

THE GAUNTLET:  É essa é uma história bem interessante.
Richard: Há humores de que o cara à quem ‘mein teil’ se refere quer nos processar. O engraçado é que na Alemanha há um filme sobre ele. E ele foi à corte e conseguiu parar o filme. Vai ser interessante ver o que ele poderá fazer a nosso respeito. Eu não sei como isso será possível, todos os filmes e canções são escritos sobre histórias reais ou sei lá o que. Como você vai processar alguém? Apenas a inspiração veio dele. É estranho. No começo eu pensei que ele não poderia impedir o filme, mas eu li há duas semanas que ele conseguiu.

THE GAUNTLET: Canções são apenas outra forma de jornalismo. Você está escrevendo basicamente sobre o que você leu.
Richard: Exatamente! Exatamente. Várias pessoas têm canções sobre Charles Manson e retratam seus crimes. Eu não sei se os papéis do processo já foram preenchidos, mas ele quer. Sua reclamação é de que estamos fazendo sucesso com a sua história. Tudo voltado a dinheiro.

THE GAUNTLET: O vídeo de ‘mein teil’  não retrata ele.
Richard: Não, na verdade foi de propósito. Queríamos fazer algo diferente. Decidimos que cada um teria 30 minutos para fazer o que bem entendesse, o que sentíssemos naquele momento. Todos nós fizemos alguma outra coisa. Todos fizeram algo diferente. Não sabíamos o que cada um tinha feito.

THE GAUNTLET: A banda tenta gerar controvérsia com os vídeos propositalmente?
Richard: Não acho que fazemos isso no geral. Na Europa podemos ser provocativos como parte do nosso trabalho. Eu acho que você sempre tem que ter um tema, e ir além dos limites às vezes. Você não pode pensar se isso irá vender ou se está certo. Eu não penso assim. Eu só quero que seja legal. Acho que a dinâmica que temos na banda é ótima. Quando nos juntamos, vimos com muitas coisas diferentes. Faz parte da química que temos na banda. É provocativo.

THE GAUNTLET: Na Europa, há mais abertura quanto à sexualidade do que nos EUA. Vocês sentem alguma pressão ao se apresentar nos EUA?
Richard: Sim, com certeza tem coisas que devemos mudar. Há certas regras para a MTV. Eles não permitem armas. Nós tivemos problemas com o vídeo de ‘Ich Will’ depois do 11 de setembro, pois era um roubo a banco. Eles não gostaram das explosões, essas coisas. Eu sei que tivemos muito problema nessa época e eles queriam mudar coisas mas nós não mudamos. Às vezes eu não ligo se o propósito do vídeo não é mudado. Mas outras vezes nós dizemos ‘Olha, eu acredito que não podemos fazer isso’.

THE GAUNTLET: Já saíram 3 vídeos do ‘Rosenrot’. Haverá mais algum?
Richard: Faremos mais um com o dueto com a Sharleen.

THE GAUNTLET: O vídeo de ‘Mann Gegen Mann’ tem uma aparência meio gay.
Richard: Esse é legal pra caramba. Estamos gays pra car!*?#. o diretor desse vídeo, Jonas Akerlund, fez o vídeo do Prodigy  ‘Smack my Bitch up’. Ele faz um ótimo trabalho. O que é diferente nele é que ele sabe exatamente o que fazer. Ele faz tudo sozinho. Tem um ótimo ritmo com tudo. Foi muito interessante. Eu gosto muito do vídeo.

THE GAUNTLET: Quem surgiu com o conceito do vídeo?
Richard: Foi o Jonas na verdade. Ele queria que houvesse muita diversão e que todos estivessem nus. A maioria das vezes é a banda que surge com as idéias, mas dessa vez a idéia foi dele.

THE GAUNTLET: Como foi ser parafinado e ‘surfar’ nu sobre 20 homens também nus?
Richard: (risos) Isso soa tão gay. (risos) no começo era meio estranho pois haviam muitas  pessoas no set. Mas depois você se acostuma. Nós crescemos nus. Eu lembro que eu corria nu no meu apartamento.

THE GAUNTLET: Eu li recentemente que você estará em um filme chamado ‘Madness is catching’.
Richard: Não é verdade. Ainda não decidi o que farei com isso.

THE GAUNTLET: Você já desejou nunca ter inserido as pirotecnias nos shows ao vivo?
Richard: No começo eu tive muito problema para tirar isso das performances. Como músico, você deve ser o mais puro possível. Nós realmente tentamos equilibrar. Depois de um tempo, eu percebi que o que fazemos é pirotecnia. As pessoas percebem que isso é Rammstein. Não quero mais mudar isso. Faz parte do Rammstein. É divertido. Mas também é difícil mover todo o maquinário . E também muito caro, mas é parte integral do Rammstein. Adoramos preparar grandes shows para entreter.

 

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Tradução: Nathalia Scotuzzi

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